Criando seu fóssil sintético! – Biologia

Na região do Cariri-Centro-Sul,  existe um grande mercado turístico estimulado pela presença de sítios arqueológicos e ecológicos reforçados com a criação do Geopark do Araripe onde existem pesquisas a cerca de fósseis de organismos que viveram a milhares de anos nesta região.

Os fósseis são restos de seres vivos de todos os reinos biológicos (Monera, Protista, Fungi, Animalia e Plantae) que foram preservados até a atualidade por alguns anos, milhares ou até milhões de anos. Esta conservação do fóssil ocorre graças aos fenômenos da natureza (gelo, argila, aridez do solo). Esta conservação acontece de forma natural. Além da conservação em rochas e pedras, os seres vivos podem ser transformados em fósseis pelo processo de congelamento ou conservação em âmbar (resina fóssil de origem vegetal). Neste último caso é comum encontrarmos fósseis de insetos. Os ossos humanos e de animais, que viveram há muitos anos atrás, também são considerados fósseis. Com estes fatos, irei ensinar a vocês como fazer uma prática de conservação de insetos em resina cristal simulando os fósseis encontrados em âmbar!

MATERIAL A SER UTILIZADO: 

·        Resina poliéster cristal

·        Monômero de estireno

·        Catalisador

·        Frasco com volume conhecido

·        Acetona

·        Algodão

·        Bastão (vidro, madeira,etc)

·        Conta-gotas

·        Papel Paraná (com espessura grossa)

·        Fita crepe

·        Régua

·        Parafina

·        Tesoura

·        Estilete

·        Lápis

·        Panela

·        Massa de polir nº 2

·        Cera automotiva

·        Flanela

·        Estopa ou algodão

 

PREPARO DA RESINA: Utilizando-se um frasco com volume conhecido (por ex. bécker), a proporção é a seguinte: para cada 20 ml de resina, vamos adicionar 4 ml de monômero de estireno e mais quatro gotas de catalisador.

Primeiro mistura-se a resina com o monômero de estireno (que funciona como um solvente da resina), usando-se para isso um bastão de vidro ou algum material semelhante, deixa-se descansar por um tempo até que as bolhas comecem a desaparecer. Estando sem bolhas, adiciona-se o catalisador e mistura-se vagarosamente deixando descansar novamente. Assim que as bolhas diminuírem  pode-se usar a resina preparada.

A limpeza do material utilizado deve ser limpo com acetona que é outro solvente da resina só que não pode ser usado como o monômero, pois é mais volátil.

1ªFASE:            Preparar o objeto a ser incrustado, se for algum invertebrado, tem-se que montá-lo e depois colocá-lo para secar, o mesmo com vegetais, sementes, outros objetos, como moedas é preciso somente dar uma polida para que fiquem com uma aparência melhor, e assim por diante.

2ª FASE :         Em seguida vamos utilizar uma caixinha de papel Paraná (papel próprio para manufatura de caixas de presentes) para servir de molde para o bloco, sendo que deve haver um espaço de mais ou menos 0,5cm a 1,0cm entre o objeto e a parede interna da caixinha de papel e no mínimo de 0,5cm de base e altura, ou deixar a distância preferida. A caixinha não tem um tamanho padrão, vai depender do tamanho do objeto a ser colocado.

Pode-se usar também moldes de borracha de silicone, onde tem-se que usar uma caixinha de papel Paraná para fazer o contra molde, por exemplo; fazemos a caixa e despejamos a borracha de silicone até mais ou menos metade da altura da caixa, em seguida colocamos um outro bloco que pode ser retangular, pressionando contra a borracha e esperamos secar. Com o molde de silicone, os blocos saem mais perfeitos, você pode escolher qual método é mais viável no momento. A borracha de silicone é preparada do mesmo modo que a resina, mistura-se um solvente na borracha e depois um catalisador e espera-se secar.

3ª FASE:          Preparar a resina para ser usada do seguinte modo; a proporção é para cada 20 ml de resina, coloca-se 4 ml de monômero de estireno e 4 gotas do catalisador.

O preparo da resina poliéster deve ser feito da seguinte maneira: despeja-se a resina em um recipiente, adiciona-se o monômero de estireno e mistura-se vagarosamente, a fim de evitar a formação de bolhas, deixa-se descansar por um tempo até que as bolhas comecem a dissipar e logo em seguida adiciona-se o catalisador, misturando vagarosamente outra vez.

4ª FASE:           Colocar  a resina na molde (caixa) deixando a espessura desejada, essa primeira camada será a base para que o objeto a ser colocado não desça até o fundo do molde inutilizando a peça.

5ª FASE:           Depois de colocado a primeira camada, que deverá ter um tempo de espera de seis a oito horas, ou 24 horas (se a próxima camada a ser colocada demorar muito tempo,mais de uma semana, a camada poderá ficar côncava) põe-se o material escolhido tomando o cuidado para que fique na posição desejada e prepara-se mais resina para fazer mais uma camada que deverá ser posta a fim de cobrir o material.

Se o material escolhido for muito leve, deve-se pôr resina sem que essa cubra o material, pois este pode flutuar e acabar ficando inclinado. No caso de insetos como besouros que possuem muitos pêlos e um corpo onde pode contêr ar, é preciso dar um banho de resina antes de cobri-lo por inteiro, pois podem aparecer bolhas de ar à medida que a resina vai secando.

6ª FASE:          Após ter posto a segunda camada, a terceira pode ou não cobrir  o material, dependendo da sua espessura, se não cobri-lo, deve-se esperar o tempo necessário para completar a camada final, a qual deve ter uma espessura de mais ou menos 0,5 cm do material. Agora é só esperar secar para podermos continuar o trabalho.

7ª FASE :        Depois de seco bloco de resina, que podemos verificar encostando o dedo na superfície do bloco, se ficar a marca das digitais é porque o bloco ainda não está seco totalmente, mas existe um tempo que esperamos para podermos começar a fase de lixamento. Que é de mais ou menos vinte dias, aí já podemos começar a outra fase. O tempo de secagem da resina vai depender do clima da cidade, taxa relativa de umidade do ar, qualidade da resina, do catalisador, assim como a validade desses produtos.

8ª FASE:       Estando o bloco pronto, começamos a lixar usando a seguinte ordem: As lixas a serem usadas são as seguintes começando pela gramatura 80, 100, 120, 180, 220, 320, 400, 600, 1000, ou 1200. Começando de uma gramatura bem áspera, e à medida que vamos lixando vamos aumentando a gramatura das lixas pois cada lixa com gramatura maior, vai tirando os riscos da anterior até chegarmos na 1000 ou 1200 que é a mais fina. Passamos agora para o polimento que vai ser dado com utilizando-se massa de polir nº 2 e cera automotiva para dar o acabamento final.

Ótimo não? Seguindo esses passos… não tem erro!

Prof. Teófilo Sucupira.

resina

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